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Indução da Lactação e Relactação | 2ª edição

Protocolos clínicos para recuperar e para criar produção de leite sobe uma perspetiva PNEI e integrada com base em princípios éticos e deontológicos

Formadora: Conceição Santa-Martha, EESMO e IBCLC
Data: 25 de novembro 2026, das 9h00 às 18h00
Local: Hotel da Música, Porto
Formação Certificada pela DGERT

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GRUPO ALVO

Profissionais da área da saúde e consultores de lactação (IBCLC).

Pré-requisito: Ter realizado um curso base de Aconselhamento em Aleitamento Materno de pelo menos 20h (é necessário o envio de um comprovativo destas horas de formação aquando da inscrição).

 

FORMADORA

Conceição Santa-Martha – Enfermeira Especialista em Saúde Materna e Obstétrica e Consultora de Lactação_IBCLC

 

FINALIDADE

Capacitar os formandos para conduzir processos de relactação e de indução da lactação com base em protocolos estruturados, reconhecendo o nível de evidência de cada intervenção, os limites regulamentares da prescrição em Portugal e as fronteiras da sua própria atuação.

 

METODOLOGIA
  • Este curso convida todos os formandos a participarem ativamente no processo de aprendizagem.
  • Os formandos devem vir preparados para serem pessoalmente envolvidos.
  • Sessões teóricas alternam com trabalho em pequenos grupos, estudos de caso e momentos de reflexão.
  • Prática com material: suplementar à mama, extração manual; bomba e técnica de hands-on pumping.

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
  • Distinguir relactação, indução da lactação, aumento de produção e co-lactação, e reconhecer as indicações clínicas de cada uma.
  • Compreender as bases fisiológicas que tornam a relactação possível e o que é necessário replicar artificialmente na indução.
  • Ser capaz de realizar a avaliação inicial de uma díade candidata e estabelecer um contrato terapêutico com meta e calendário definidos.
  • Ser capaz de aplicar os protocolos de estimulação, incluindo a técnica de estimulação e extração manual e hands-on pumping e o uso do suplementador à mama.
  • Ser capaz de conduzir um protocolo de relactação, com redução do suplemento guiada pelo peso.
  • Ser capaz de conduzir um protocolo de indução da lactação nas suas diferentes variantes.
  • Reconhecer a eficácia real e os riscos dos galactagogos, bem como o conflito entre os protocolos internacionais e as restrições da EMA (Agência Europeia de Medicamentos).
  • Ser capaz de comunicar expectativas realistas de sucesso e reconhecer a produção parcial como desfecho legítimo.
  • Reconhecer as forças e os limites de atuação individual, e identificar critérios de referenciação e de articulação com o médico prescritor.

 

PROGRAMA

1. Conceitos, Indicações e Enquadramento

  • Definições e distinções: Relactação; Indução da lactação; Aumento de produção; Co-lactação
  • Lactação parcial com dispositivo de suplementação: o mais indicado
  • Indicações clínicas – alergia às proteínas do leite de vaca ou intolerância à fórmula; doença do lactente em que o leite humano é terapêutico; alta de neonatologia com produção perdida; arrependimento materno após desmame precoce ou não desejado; recusa do biberão; custo e insegurança alimentar; adoção; contextos de emergência e ou catástrofe.
  • Princípio orientador do curso: produção parcial é sucesso. Quem entra num protocolo com expectativa de tudo ou nada tem maior probabilidade de o abandonar e de sair com um sentimento de fracasso acrescentado ao anterior.

2. Bases Fisiológicas

  • Porque a relactação é possível – Involução: fase reversível e fase de remodelação progressiva; permanência de tecido glandular responsivo mesmo meses após a cessação; restauração do estímulo mamilar → surtos de prolactina → reativação de recetores → retoma da síntese.  A expressão residual de leite até 12–18 meses após o desmame como prova clínica de que a capacidade não desaparece abruptamente
  • Regulação autócrina – FIL e a relação inversa entre repleção e taxa de síntese; teoria dos recetores de prolactina; pico noturno; porque a frequência de remoção determina o resultado; ambiente e sua importância
  • O que a indução tem de replicar artificialmente
  • Mamogénese – normalmente conduzida por estrogénio e progesterona ao longo de 9 meses
  • Queda abrupta de progesterona- normalmente dada pela dequitadura
  • Estimulação mantida – normalmente dada pelo recém-nascido
  • Preditores de sucesso na relactação – tempo desde a cessação; idade do lactente; disposição do bebé para mamar, o fator mais determinante e o menos controlável; motivação materna informada; apoio profissional diferenciado e continuado; ausência de causa primária de baixa produção

3. Avaliação Inicial e Contrato Terapêutico

  • História dirigida – tempo e motivo da cessação; idade do lactente; disposição atual para mamar; tentativas anteriores; causa primária possível
  • Registo basal obrigatório – peso e percentil individual; volume total de suplemento em 24h; número e tipo de tomas; uso de tetinas e chupeta; produção atual.
  • Avaliar viabilidade real – motivação própria vs. induzida; rede de apoio; disponibilidade de tempo; equilíbrio de saúde mental materna; situação laboral
  • Definir a meta por escrito – produção plena; produção parcial; amamentação com dispositivo de suplementação mantido.
  • Marcar as reavaliações: dias 7, 14 e 28
  • Informar: O contrato terapêutico não é burocracia. Sem meta definida e sem datas marcadas, a relactação/ indução da lactação torna-se um esforço indefinido que a mãe abandona com culpa.

4. Protocolos de Estimulação

  • Frequência e ritmo
  • Hands-on pumping – a intervenção não farmacológica com melhor relação evidência/esforço
  • Bomba:  Como escolher o funil; extração dupla; manutenção de membranas e válvulas; duração e pressão. Estratégias que potenciam extração
  • Outras estratégias e como fazer em segurança: Pele com pele intensivo, banho conjunto, co-sleeping seguro
  • O suplementar à mama – montagem e posicionamento do tubo; calibração do fluxo por altura do recipiente; resolução de problemas como gestão de fluxo; higienização; alternativa improvisada com sonda fina.  Prática com material.
  • Sub-protocolo: o bebé que recusa a mama – janelas de sonolência; movimento; ambiente escuro e silencioso; fluxo imediato para recompensar a pega; sessões curtas e frequentes; nunca forçar

5. Galactagogos: Eficácia, Risco e Enquadramento

  • A escada terapêutica: otimizar a remoção → tratar a causa → só depois considerar fármaco. Nunca saltar degraus.
  • Domperidona:  Mecanismo; eficácia real: aumento do volume, com evidência de certeza baixa se não associada a estratégias major; contexto de maior benefício · início de efeito e duração; suspensão gradual para evitar queda de rebound
  • Segurança: rastreio prévio; contraindicações
  • Galactagogos herbais – o que tem ensaios e o que tem apenas tradição; riscos subestimados: ausência de regulação, variabilidade de dose, interações
  • Efeito placebo e efeito confiança – como usá-los eticamente sem inventar evidência

6. Protocolo de Relactação

  • FASE 1 — Estimulação
  • FASE 2 — Redução do suplemento (a partir da semana 2)
    – O que guia a redução: Regras de ouro
    – Suplemento basal de referência
    – Como reduzir
    – Regras para Pesar
    – Abaixo do mínimo ou com queda de percentil → parar a redução e recuar ao patamar anterior
    – Limites para a redução
    – O que não deve guiar a redução: nunca pela sensação da mama, nunca pelo volume extraído, nunca pelo comportamento do bebé isoladamente.
  • FASE 3 — Consolidação (semanas 4 a 8)
  • Galactagogo na relactação – quando considerar utilização
  • Critérios de paragem e redefinição

7. Protocolos de Indução da Lactação

  • Protocolo A — regular
  • Protocolo B — acelerado
  • Protocolo C — pós-menopausa, >35 anos ou contraindicação a estrogénio
  • Protocolo D — sem preparação hormonal
  • Cronologia e expectativas realistas
  • Composição do leite induzido
  • Contraindicações da preparação hormonal
  • ALERTA REGULAMENTAR — PORTUGAL E EU
  • Os protocolos internacionais e a EMA vs. o protocolo e o limite europeu.
  • Implicações obrigatórias: prescrição médica; dose ajustada ou justificação clínica escrita para o desvio; rastreio cardíaco; consentimento informado documentado.

8. Ética, Limites de Atuação e Enquadramento em Portugal

  • Prescrição off-label: quem prescreve, com que fundamentação, com que consentimento
  • Limites de atuação – IBCLC e enfermeiro avaliam, orientam, acompanham e referenciam; a decisão e prescrição farmacológica é médica
  • Publicidade e promessa de resultado – risco deontológico em consulta privada. Cuidado não-abandonante: acompanhar quem não consegue produzir

9. Estudo de Caso

  • Objetivo comum de resolução: o que perguntar; o que observar; meta realista a propor; plano em 3 passos; o que NÃO fazer; limite de atuação e referenciação
  • Momento de avaliação.

 

OUTRAS INFORMAÇÕES

Material de apoio: manual impresso.

A Formação em Aleitamento Materno é uma aquisição de competências para as atividades profissionais e não um grau académico ou uma profissão distinta.

Com o Apoio de: Associação Portuguesa dos Consultores de Lactação Certificados (IBCLC)

IBCLC

 

INSCRIÇÕES

Investimento: 300€ (a realizar no momento da inscrição) | IBAN PT50 0010 0000 63644990001 47 (Banco BPI)

PACK 2 CURSOS: 540€ (Curso “Indução da Lactação e Relactação” + Curso “O Desmame: Distinguir, Acompanhar e Informar Respeitosamente“).

O número de vagas é limitado. A inscrição só será validada após pagamento e envio do respetivo comprovativo de transferência, do comprovativo de pelo menos 20h de formação na área do Aconselhamento em Aleitamento Materno e da ficha de inscrição para [email protected]
O pagamento faseado só garante a reserva de vaga após o envio de comprovativo da primeira prestação.

Em caso de desistência, o valor pago apenas é reembolsável caso o formando garanta a inscrição de outro participante no seu lugar.
A organização reserva-se o direito de não realizar a formação caso não atinja o número mínimo de participantes. Neste caso, proceder-se-á à devolução dos pagamentos realizados até à data.